Álbum Visual

Dorme Sonha Acorda

2023

O álbum visual “Dorme Sonha Acorda” é uma realização da compositora Laya, em colaboração com um grupo de artistas de música e audiovisual do Ceará e de São Paulo. A obra fala do movimento cíclico da vida, pela poesia e o conceito sonoro de “Calma Cabeça/Jai Saraswati”, “Pele Olho Coração” e “Há de se entregar”, junto à criação de um curta-metragem.

As gravações — tanto das músicas quanto das imagens — aconteceram em 2020 e 2021 em Fortaleza, na Praia da Baleia e na Lagoinha (CE), contando com soluções criativas de execução mesmo durante o isolamento físico a que fomos submetidos. Em parceria com a artista e pesquisadora Natália Coehl, Laya assina o roteiro e a direção do filme/clipe, que expande a linguagem musical às sensações imagéticas, trazendo, de forma mais ampla, o olhar e a criação feminina — perspetiva essa tão necessária na sociedade atual, que vive um lento processo de conscientização e libertação de padrões opressores e limitantes do corpo da mulher.

Numa caminhada de descobertas e aprendizados, “Dorme Sonha Acorda” propõe novas visões de si mesma, introspecção, silêncio e presença em cada passo, como também instiga ao risco do desconhecido, do onírico e do incompreensível. Abre espaços de reflexões a respeito da nossa existência, da impermanência e da trajetória de um ser mulher livre.

“Um sonho dentro de um sonho dentro de um sonho, vontade de matar a vontade de matar a vontade... o que nos coloca em movimento dentro do tempo? Os passos distanciam-nos até chegarmos a recomeços. Os ciclos do corpo-terra, dorme-sonha-acorda. O sonho é dormir ou acordar? O olho físico nos permite ver algumas dimensões da realidade, mas, de longe, nem todas. O que é impossível? O que é humano? O que, em essência, nos faz dar cada passo? Olhar a vida nos faz louvar o movimento, a repetição, a diversidade e a transformação. A respiração vista a olho nú em tudo que há. Das ondas do mar às ondas internas do corpo.”

Estes são pensamentos trazidos por Laya que, ao falar sobre o roteiro do vídeo, diz: “A caminhada desta mulher é lenta e constante. A guerra é antiga. Ancestral. As armas perdidas vão sendo encontradas pela areia e a força vem da seiva que dá vida a tudo o que existe, que mantém vivas as árvores mesmo quando as cortam pelo tronco. O ciclo vívido da mulher leva-a ao mar com braços fortes. Saltos de liberdade. Mergulha na sua própria pele marítima. Em busca profunda do além-forma. Do infinito universo interno. Sonha e retorna à terra, no movimento espontâneo da vida.”

Ficha Técnica

produção e realização

Laya, Natália Coehl, Ticiana Augusto Lima, Michele Tajra, Rodrigo Fernandes, Tuan Fernandes, Xéu Torres

roteiro e direção

Laya e Natália Coehl

montagem

Milena Correia

finalização

Rodrigo Fernandes

produção musical

Laya, Caio Castelo e A Pessoa Bob

músicos convidados

Igor Caracas, Vítor Cozilos e Clau Aniz

gravadora

YB music

apoio

Tardo Filmes, Theatro José de Alencar

distribuição

Gabriel Silveira

cartaz

Diego Maia